Fim da verticalização: e agora PSB?
O Tribunal Superior Eleitoral, respondendo à consulta do Partido Social Liberal - PSL , entendeu que a verticalização, isto é, a norma que determina que as alianças feitas a nível nacional sejam repetidas nos estados, continua válida para as próximas eleições.
A polêmica ainda persiste, pois o Congresso deverá promulgar nos próximos dias a Emenda Constitucional que altera esta norma. Mas certamente a confusão política e jurídica irá continuar.
O Partido Socialista Brasileiro tem reunião de sua Executiva Nacional nesta semana, para definir a sua participação nas próximas eleições. Fica claro pelo comportamente da direção nacional que o fim da verticalização interessava ao PSB, pois aí seria possível lançar nossos candidatos nos Estados onde temos mais chances de eleger, como Eduardo Campos em Pernambuco, Capiberibe no Amapá, Wilma de Farias no Rio Grande do Norte, e ao mesmo tempo apoiar Lula a nível nacional.
Mas com o fim da verticalização, se quisermos lançar nossos candidatos aos governos estaduais, só restam dois caminhos: ou lançamos um candidato do PSB a presidente, ou então apoiamos Lula e contamos com a boa vontade dos companheiros petistas em apoiar nossos candidatos em alguns estados.
Como se vê, a situação não ficou fácil para o PSB. E também complicou-se para o PT, que com o fim da verticalização verá a saída de partidos que poderiam a nível nacional ser aliados de uma candidatura Lula. O caso mais notório é o do PMDB, que agora deverá mesmo lançar candidato próprio. Mas há outros problemas práticos que surgirão. Vejamos o caso do PRB, partido do vice-presidente José Alencar e do bispo Marcelo Crivella, da Igreja Universal.
O PRB tende a apoiar Lula, e inclusive José Alencar, apesar de ter criticado Lula durante mais da metade do mandato, sonha em ser novamente o vice. Sem a verticalização, esse apoio poderia ocorrer. Mas com a verticalização, temos um quadro onde Crivella pode ser candidato a Governador do Rio de Janeiro. Mas o PT também deverá ter candidato no RJ. Como equacionar isso?
Em Santa Catarina o PSB estava costurando uma aliança com o PDT, PTB, PCdoB, PV, PL, PRB e PMN. Com a verticalização, esta aliança vai para o espaço.
Como vemos, o jogo já começou e ainda nem sabemos ao certo quais serão as regras.
A polêmica ainda persiste, pois o Congresso deverá promulgar nos próximos dias a Emenda Constitucional que altera esta norma. Mas certamente a confusão política e jurídica irá continuar.
O Partido Socialista Brasileiro tem reunião de sua Executiva Nacional nesta semana, para definir a sua participação nas próximas eleições. Fica claro pelo comportamente da direção nacional que o fim da verticalização interessava ao PSB, pois aí seria possível lançar nossos candidatos nos Estados onde temos mais chances de eleger, como Eduardo Campos em Pernambuco, Capiberibe no Amapá, Wilma de Farias no Rio Grande do Norte, e ao mesmo tempo apoiar Lula a nível nacional.
Mas com o fim da verticalização, se quisermos lançar nossos candidatos aos governos estaduais, só restam dois caminhos: ou lançamos um candidato do PSB a presidente, ou então apoiamos Lula e contamos com a boa vontade dos companheiros petistas em apoiar nossos candidatos em alguns estados.
Como se vê, a situação não ficou fácil para o PSB. E também complicou-se para o PT, que com o fim da verticalização verá a saída de partidos que poderiam a nível nacional ser aliados de uma candidatura Lula. O caso mais notório é o do PMDB, que agora deverá mesmo lançar candidato próprio. Mas há outros problemas práticos que surgirão. Vejamos o caso do PRB, partido do vice-presidente José Alencar e do bispo Marcelo Crivella, da Igreja Universal.
O PRB tende a apoiar Lula, e inclusive José Alencar, apesar de ter criticado Lula durante mais da metade do mandato, sonha em ser novamente o vice. Sem a verticalização, esse apoio poderia ocorrer. Mas com a verticalização, temos um quadro onde Crivella pode ser candidato a Governador do Rio de Janeiro. Mas o PT também deverá ter candidato no RJ. Como equacionar isso?
Em Santa Catarina o PSB estava costurando uma aliança com o PDT, PTB, PCdoB, PV, PL, PRB e PMN. Com a verticalização, esta aliança vai para o espaço.
Como vemos, o jogo já começou e ainda nem sabemos ao certo quais serão as regras.


1 Comentários:
Bem, fica bem difícil organizar uma candidatura agora no apagar das luzes. O PSB pagará pela inercia de suas lideranças. Mesmo se pretendesse ser vice de Lula deveria lançar candidato e capitalizar o apoio desse possivel candidato. Se a verticalização perdurar, teremos problemas que nos foram criados por nós mesmos. estavamos desarticulados e não temos como de uma hora para outra virar a pagina. Acredito que uma opção será a de não termos candidato, nem coligação a nivel nacional para podermos articular nos estados livremente e atingir a clausula da barreira que é a prioridade do partido.
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Anônimo, at 6/3/06 12:14
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